26 Novembro, 2025

O papel da ANIVEC junto das instituições europeias

UE

Na semana passada, César Araújo, Presidente da Direção da ANIVEC, deslocou-se a Bruxelas para um conjunto de reuniões estratégicas que integraram o primeiro Roadshow da Associação junto das instituições europeias. Esta visita teve como principal objetivo reforçar o diálogo com os decisores políticos e garantir que os desafios reais enfrentados pelas empresas portuguesas do sector do têxtil e do vestuário são considerados na construção da nova legislação comunitária.

As reuniões centraram-se em temas decisivos para o futuro do setor, como a competitividade, o mercado interno, o ambiente, a transição para a economia circular e, sobretudo, a urgente reforma aduaneira das fronteiras europeias. A necessidade de criar condições mais justas para a produção europeia foi amplamente destacada, num contexto em que a entrada massiva de produtos extracomunitários continua a aumentar enquanto as empresas europeias enfrentam exigências regulatórias cada vez maiores. Este cenário cria um paradoxo: por um lado, o setor europeu é chamado a liderar a sustentabilidade e a transição digital; por outro, enfrenta uma concorrência externa que opera com grande permissividade e sem as mesmas obrigações.

Durante a agenda, foram realizadas reuniões na Comissão Europeia com Giulia del Brenna e António de Sousa Maia da DG GROW, envolvidos na preparação do novo enquadramento regulamentar para produtos têxteis e de vestuário.

Seguiu-se um encontro no Parlamento Europeu com o Eurodeputado Paulo Cunha, durante o qual foram aprofundadas questões relativas à competitividade empresarial e ao impacto do atual modelo aduaneiro.

Houve ainda um conjunto de reuniões na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), bem como um encontro com a delegação da AICEP em Bruxelas.

Foram dois dias intensos, marcados pela aproximação necessária a quem define as políticas industriais europeias. Esta deslocação reforça o compromisso da ANIVEC em defender uma Europa mais competitiva, mais equilibrada e industrialmente mais forte, assegurando que o setor de vestuário português (e a indústria europeia como um todo) não fica esquecido nos processos legislativos que estão a moldar o seu futuro.

Mais notícias