Na semana passada, César Araújo, Presidente da Direção da ANIVEC, esteve em Bruxelas para um conjunto de reuniões estratégicas.
A ANIVEC reuniu com eurodeputados, EURATEX, membros da Comissão Europeia, REPER e AICEP para abordar falhas estruturais críticas que afetam a indústria europeia do têxtil e do vestuário.
As discussões centraram-se na urgente reforma do regime de de minimis, que se tornou, na prática, um canal de evasão fiscal, distorção de mercado e entrada de produtos não conformes na União Europeia. O atual calendário já não é aceitável, pelo que a ANIVEC apela a ação imediata.
Paralelamente, a revisão do regime SPG deve assegurar que o comércio permanece aberto, mas verdadeiramente justo e recíproco. Sem salvaguardas eficazes, a indústria europeia continuará exposta a concorrência assimétrica.
Foi igualmente destacada a necessidade de concluir o Mercado Único através da implementação do 28.º regime, bem como de rever a definição de PME, que penaliza empresas que investem no emprego e na escala.
No domínio da sustentabilidade, a transição para uma economia circular não será possível sem fiscalização efetiva. Sem controlo nas fronteiras da UE, o sistema arrisca premiar o incumprimento e prejudicar quem investe em produção responsável.
A mensagem é clara: a Europa não pode continuar a impor regras internamente sem garantir a sua aplicação externamente. Uma política industrial credível assenta num princípio fundamental de que as regras devem aplicar-se de forma igual a todos.







